28 de agosto de 2010

Ser ou não ser: Vegetarianismo

Pode comer, está prontinho aí.... Esta foto é de uma mini fazenda dentro de um
shopping em Mairinque, é o Rota 66, muito bom por sinal.
Claro que meu segundo post tinha que ser sobre isso...
Atenção para situação típica do meu dia a dia:
-Pega uma coxinha! Come, querida! (mãe dos meus amigos).
-Não obrigada, não como carne, sou vegetariana...
-Ah, vegetariana, sei...
A pergunta mais frequente que me fazem quando digo ser vegetariana, é por qual motivo me tornei vegetariana ; (é bom explicar aqui, porque da próxima vez mando entrarem no meu blog) Bom, eu sempre defendi basicamente as mesmas coisas desde que decidi virar vegetariana, porque não comer carne desde pequena ou não gostar de carne é uma coisa, parar de comer por força de vontade e pelo ser é outra. Inicialmente deixo claro que não parei de comer carne por motivos estéticos, quem usa desta desculpa para não comer carne não é vegetariano, só está de dieta, e aqueles que comem carne às vezes porque tiveram uma "recaída" também não. Há dois anos atrás decidi que a carne não me trazia benefício algum e parar de comer seria um passo muito pequeno em direção à elevação de cada um como ser humano, não quanto religião e sim como pessoa, esta é minha contribuição pessoal. Comendo verduras, legumes, queijos (vegetarianos não comem só folha), você fica mais leve e raciocina melhor, faça o teste. Os animais me levaram a parar também, simplesmente não consigo comer um hambúrguer ignorando que uma vida foi tirada para que eu me alimentasse de algo que , no fundo, não estava tão afim assim de comer. E há três coisas que devem ficar claras:

1- O ovo que nós compramos no mercado não viraria uma galinha (por isso não adianta tentar chocar um ovo, o máximo que pode e vai acontecer se você sentar em um ovo é...bom enfim).
2- As plantas são sim seres vivos, e até mais complexos que nós (Ciclo Haplodiplobionte?!) mas pessoal, vamos parar com essa de ficar tentando explicar sua carnivorez pra mim dizendo: Mas, você, está assassinando a alface, coitada! Sério, isso não é legal, tendo em vista que você ( É VOCÊ MESMO QUE FICA ME ENCHENDO O SACO NAS FESTINHAS) além de assassinar a alface assassina o BOI!
3- Não, eu não tenho vontade de comer carne, por isso não adianta me fazer vontade porque isso realmente não me incomoda.
4- Eu não opino na sua vida, não opine na minha. Se eu quis parar de comer carne, o problema é meu.

Dentre vários vegetarianos, sou a prova (fraquinha) mas viva de que dá sim para viver sem carne. Eu não sou, no entanto, uma naturalista que defende os ideais irracionais da PETA,  penso que ideologicamente, somos, teoricamente livres, então que cada um decida por si.
O maior problema mesmo, que é inclusive minha crítica, é o consumo globalizado de  carne; se cada família tivesse uma criação de bois, de galinhas, que seja, e utilizasse-os para alimentação estaria tudo bem, nós comeríamos racionalmente quando estivéssemos com fome, como os outros animais racionais (considerados irracionais por nós) fazem, o problema é a dona de casa consumir todo dia dois quilos de patinho e nem sequer pensar de onde aquela carne veio, preferem "não pensar nisso", devemos pensar sim nisso, deve-se consumir conscientemente e não todo dia simplesmente porque sempre foi assim. Se você tivesse que matar um porco toda vez que quisesse comer bacon, com certeza iria, no mínimo, diminuir o consumo.
Faço aqui um apelo também às lanchonetes, restaurantes, cantinas e festinhas de quinze anos: OFEREÇAM OPÇÕES SEM CARNE! (peixe e frango são carne também para quem não sabe) Os vegetarianos precisam comer!
E se você já é vegetariano, muito bem, você é um ser evoluído, que se desprendeu dos bens materiais.
Ah, dá uma olhada neste artigo muito legal, do autor Gary Yourofsky,http://feminismoevegetarianismo.blogspot.com/2007/01/o-ser-humano-herbvoro.html do qual retiro a frase: " Uma refeição vegan seria a única refeição com a qual todos os seres humanos concordariam."

20 de agosto de 2010

"Everything Parliamo Ici"

Faz muito tempo que a vontade de ter um blog surgiu (mentira, foi semana retrasada), em partes por inveja mesmo e pensamentos do tipo "também quero um" , em parte porque desde cedo a palavra escrita me pareceu o melhor meio de me expressar; Se é chato falar com o papel?- Não, não é. O papel não responde, e essa é a vantagem. Eu tenho alguns problemas ao ouvir as pessoas, estou trabalhando nisso, o ouvir é aprender, o escrever é expressar-se e o falar, bem, o falar é perder o tempo. Minha inspiração para começar a escrever (queria agradecer primeiramente à...brincadeira) foram os autores que li, e cada um deixou um pouco de si em mim. E não que seja legal filosofar não, é que escrever é uma arte; poderia somente chegar aqui e dizer: "Ahgente, dah uma olhada aê, tah uma merda mas leh ai vah!" mas digamos que se for para se expressar, expressemo-nos com classe. Se me der vontade às vezes posto um texto em inglês, italiano ou francês, isso é importante para eu treinar a escrita em outros idiomas, não estou me gabando nem nada. Essa inspiração, devo citar, que veio do blog da Kátia Veloso, minha professora de inglês (ai saco, não toh puxando o saco ok), muito bem, vamos combinar, quando eu for literária e séria, eu escrevo certo, quando for irônica escrevo errado dentro do parêntesis, ok? Então, só admiro-a por expressar-se tão bem em ambas as línguas, e o que é melhor, com um jeito muito descontraído, gostoso de ler mesmo. Espero fazer bem parecido; inteligente e divertido, como tudo deve ser.