22 de dezembro de 2011

Vegetarianismo.....Continuamos na luta

Você faria uma coisa dessas? É o que fazem
toda vez que você come bacon
Quatro anos é bastante tempo, sério....Ufa, já fazem quatro anos que sou vegetariana, parece que o tempo passou muito rápido e eu nem percebi. Neste ano foram bilhões de explicações, principalmete no meu trabalho rs toda pessoa nova que eu conheci tive que explicar novamente porque sou vegetariana e como faço para substituir (as perguntas de sempre). Este ano porém, descobri coisas interessantes, como por exemplo que Paul McCartney e sua esposa sçao vegetarianos, bem como Pitágoras, Eisten e vejam só, titio Leonardo também...Deve haver um motivo ao menos racional para que uma entidade como Eisten tenha chegado à conclusão que chegou (veja a imagem abaixo. Isso comprova que o vegetarianismo não é por acaso e o clamor de nós, vegetarianos por um consumo ameno de carne, não é mera frescura como dizem alguns. Nosso pensamento sim é racional, somos contra o abate excessivo. Eu, particularmente, não vejo problema algum em uma família que cria para consumo próprio uma vaca, um boi, uma galinha. Sou contra a matança desumana e excessiva dos matadouros. O Ser Humano come muita carne sem pensar de onde ela veio. Como eu sempre digo, se todas as vezes que alguém comesse carne, houvesse um videozinho de um frigorífico passando ao lado, o consumo diminuiria e muito. Não adianta, no entanto, criticar sem argumentação, é necessário respeito, acima de tudo.
Neste Natal, pense, que enquanto você come três tipos diferentes de carnes, alguém, em algum
lugarzinho do mundo nem liga que é Natal, pois não tem nem sequer uma alface para comer.
Bom Natal à todos, até o ano que vem, com mais crônicas, debates e discussões!

Clique na imagem para
ampliá-la.

19 de dezembro de 2011

Poesias da Rua de Baixo

Para Rosa e Sergio


Olha, tinha tantas poesias que eu escrevi quando eu era pequena, perdidas por aí, que resolvi por tudo junto aqui...Não julgue, tinha dez anos quando escrevi...rs


As Ondas do Mar
O sereno no mar traz o frio
O mar não se importa
Ele não é rio (e diz)
Onda já morta
Não surpreende o bastante
Pode não ser tolerante
Mas sabe o rio ensinar
Pois a sabedoria dele se encontra
Se concentra nas ondas do mar
E cada curva é um ensino
Cada balanço um destino
Sabedoria tem a onda
A onda da água do mar
Tem muito a nos contar
Mas fica quieta, calada
Vendo o transeunte passar
Pois sabedoria tem mesmo
Quem vive nas ondas do mar




Diga o que se quer ouvir

Diga apenas o que se quer ouvir
É o que mais vale a pena
Não diga que o tempo já passou
Não diga que o vento consigo levou
Diga apenas o que se quer ouvir

Por Isso

Diga que amanhã o Sol vai brilhar
Que tudo não vai acabar
Diga que a Lua vai aparecer
Que eu não vou sofrer

Sonhe com o que quiser
Mas diga, diga o que quer
E quando falar bem alto
Repita
Diga apenas o que se quer ouvir
Seu nome no asfalto
Maldita
Diga apenas o que se quer ouvir
e quando não puder mais dizer
Acabe com essa  vida



As Reais Causas do Abandono

As estrelas que lá se fixam
No céu apenas ficam
Ficam paradas no céu imenso
Guiadas apenas pelo som, denso
Não iludidas
Apenas incompreendidas
E inebriadas com toda a desgraça
Olham o mundo como uma farsa
Com enorme desaprovação
Mas com mero desapontar
Pois o mundo faz menção
De chegar num certo ponto de explodir
E apenas as estrelas veem
Mas logo param de rir
Mas não de desprezar
Pois o ser humano que cresceu
Hoje o mundo ele vai matar
E vai tomar tudo que é seu
Ai mundo, imundo, tenha bom senso e mude pra ser
Pequeno planeta a se desfazer
E não tome o caminho errado
Siga em frente, siga desalmado
E mude-se daqui, a via láctea, deixe ela aqui
E vá à outra, pois essa costuma não servir
E estrelas, ah estrelas, parem de rir...
Esse mundo, ainda tem jeito?
Da Groelândia ao Chile estreito
Ah..não tente mudar o mundo, não tem jeito...
Apenas tente, o torne melhor
Se é que é possível
Tornar algo menos pior...


Ação Conjunta Do Ser e Do Amado.


Olhe pra janela, observe a rua.
Veja que cada um tá na sua.
Milhares e milhares de pessoas,
Todas cheias de paz.
Quem quer mudar o mundo,
É aquele que menos faz.
Várias coisas aconteceram,
Há muitos anos atrás.
Só que o ser humano tem memória fraca,
E nunca olha pra trás.
Esquece o que aconteceu.
Pois o passado pra ele morreu.
Tudo acontece no presente
Do almoço ao presidente
Só que deixamos pra lá nossos atos
Mas esquecemos que o futuro
Será feito de fatos
Que no presente construímos
E que lembramos no passado
E você? Nunca abusou, apenas espera nascer?
Depois do dito, ué
Oras, o dito não importa, o dito ficou pra trás
Como o dedo prendido na porta, o passado não o apraz.
Veja, se amputar-te um membro, não se importará suponho.
Claro que sim, está brincando, ou é um sonho?
Sonho é não saber o que diz, antes afirmava que sem o passado estava feliz no entanto não esquece
                                                                                                                  [de pequeno fato infeliz?
São coisas diferentes, refiro-me a ficar doente.
Nem sabes o que diz, te desprezo, cuide de seu próprio nariz.
Pois ouça aqui, voz da sabedoria: Não disse que somente esqueço, apenas que de algumas coisas
                                                                               [não lembro, finjo que esqueço pra poder viver
A dúvida sempre tem cor, e vejo que esta é negra, negra como sua cor...
Ora, ofende-me com essas palavras, chamarei meu advogado, está na maior cilada!
Não, a ofensa ficou para trás, segundo o senhor disse, isso não importa mais, faça-me o favor,
                                                                                                  [está usando isso contra o senhor!
Ah, não me encha, faça favor!
De nada entende pura e simples alma, estude mais e depois me diga com calma.
Ora está bem, concordo, estou errado...se eu concordar, quem sabe fique calado? Oh, sinto-me gelado!
                                           [não consigo respirar, acho que estou morrendo, este é meu ultimo suspirar?
Nem lembro-me de seu nome, aliás sua morte daqui a alguns segundos será passado, e o senhor será
                                                                                                                              [apenas enterrado
Tudo bem, como últimas palavras, admito meu erro, não, não faça meu enterro...Entendi que tudo                                        [precisa do antes, pois senão não terá fim...
Muito bem, pena que agora é tarde e tenha que aprender assim...
-Deu seu último suspiro e morreu, pobre rapaz, que achava que apenas de futuro, a vida se faz.



Coração fora de suas veias. A vida.


Sob resquícios de uma primavera,
Espera meu bem, espera
Espera por um novo mundo assim,
Pequeno assim
Como um solstiço de inverno
Intervindo na minha vida
Soprando um vento
Um vento no relento
Pois quero viver
Viver intensamente
No ponto da mente
No ponto da gente
Que toca
E toca sem razão
Não dando vazão
Não dando vazão no amanhecer
E se assim for
Que seja
Apenas pra ver
Para ver um novo mundo
Pro mais triste morimbundo
Que chora pra viver
Mas que seja
Pois quero viver
Viver Intensamente
Como se hoje fosse
O último dia
E tivesse de dizer
Que sim
Que não
Só que é apenas mais um
Apenas mais um verão
E voltando à questão de viver
Viver intensamente
E esperar
Por um mundo pequeno assim
Um mundo de cetim
Feito pra mim
Sem mais intervenções
Explico esse lado meu de ser, de ter
Que ver o amanhecer
Numa tarde mais escura
Perdendo tempo pra falar do coração
E neste assunto sinto que não sei
E paguei pra ver o amor em vão
Me vi assim perdida nas ondas
Nas curvas do coração
Que clamando por ajuda
Pedem pra ficar
E curar sua dor
Mas não se iluda
Não se deixe levar pela ajuda de quem te odeia
E odeia te ver são
E amassa pouco a pouco sofrido coração
E esse que vai batendo
Bombeando
Recebendo
A vida
A vida perdida em vão
"Longe das veias, chateação
deixe-me só, somente degradação"
Arranco tal membro, uma força a dentro
"Sai de mim doce perdão,
leva ele contigo, perdido coração"
Num instante de temor
Quando nada se encaixa
Tudo para
para
e para
A dor se esvai
Só que me trai maldita flor
Fror no peito sem vida se mostra e cai
"Se esvai tristeza, me deixa, infeliz
Traz aquela paz esperada
Só que de tão desalmada
Deixa o desgosto dessa vida
que por causa desse poema
acabou-se, foi perdida"
08/09/2006


Poema do Reconstruto

Perfura minha alma e prende
Reaprende a amar
Suspira fundo e converte
Reconverte-se no altar
Machuca o corpo e fere
Refere-se ao andar
Rotula minha sombra e corre
Acorrenta-se ao terror
Luta contra a vida e pára
Repara na paixão
Some e derrete como cera
Dilacera ferido coração

Crônicas do Metrô (Parte I)

Para o Trabalhador Brasileiro (vulgo coitado)



Dia de trabalhador é fogo. Sabe aquele trabalhador que sempre se ferra, aquele que trabalha muito, ganha pouco, o trabalhador brasileiro mesmo, o do povão.
Todo dia de manhã é a mesma coisa: Ônibus, trem, metrô. Trabalha, trabalha. Metrô, Trem, ônibus. As pessoas parecem estar tão acostumadas a essa rotina que nem sequer se importam mais, dormem no ônibus e esperam que a boa vontade de outra pessoa em avisá-la quando chegar o ponto final. E tem todo um contexto sobre isso, as tribos do Metrô são diferentes das tribos do ônibus e do Trem.
No ônibus as coisas parecem ser um pouco mais civilizadas, cheios de perdão, com licença e por favores que ecoam antes e depois da catraca. Ninguém se aperta no ônibus, não como no metrô.
O trem é fedido, não sei porque, mas acho que os vômitos acumulados são limpos com o mesmo pano que se utiliza para limpar o trem todo, particularmente o cheiro é de ovo, não há como negar. O trem também é silencioso, parece que as pessoas evitam falar, principalmente nos horários de pico, de manhã, quando todos estão indo para o trabalho é um momento de concentração algo como uma luta interna para que o ser acorde literalmente, a pessoa fica tão desanimada de pensar quanta coisa você tem que fazer no trabalho, que não tem forças para se expressar. Na volta para casa há um misto de esperança de assistir a novela das sete e um cansaço de pensar na louça que juntou do café e do almoço.
O metrô é dinâmico, todos lutam por um espaço numa competição pela sobrevivência, que no caso significa entrar no metrô. Alguns cantam uma música imaginária silenciosamente e fazendo expressões bizarras, outros simplesmente olham para o nada. O certo é que tudo está uma loucura. Há aqueles que sabem de cor as estações e ficam competindo para dizer tudo antes do condutor, ou daquela voz horrível eletrônica....
Várias coisas no Metrô são inexplicáveis, como o fato das pessoas não ficarem paradas do lado direito das escadas rolantes. Vai um aviso:

O LADO ESQUERDO DAS ESCDAS ROLANTES TÊM QUE FICAR LIVRE!

Este lado é o lado dos desesperados, aqueles que acabaram de acordar e lembraram que têm de trabalhar, os atrasados para encontros, aqueles com pressa mesmo, e não para velhinhas que têm o dia todo para ficar observando a passagem.
Deus olhe por nós...e por todos aqueles que pegam metrô....

Crônicas do Livro Azul (Parte III)


 
Para a SSO



-Cinthia comparecer a SSO. Cinthia SSO.
Deliciosa transferência da linha azul para a linha vermelha. E sempre escutei esse chamado e ficava imaginando o que era a SSO, talvez um lugar mágico exclusivo dos funcionários do metrô, ou quem sabe o lugar pra levar bronca, SSO, um quase SOS,  não sei, o caso é que um dia, nesses em que você tem certeza que não vai chegar no trabalho a tempo, a revolução começou; pessoas balançavam o vagão, milhões de cabeças esperavam para entrar numa brecha qualquer para evitar serem despedidos, àquela altura vários já ligavam para seus chefes:
-Cara, aqui ta uma loucura, avisa o Cleiton que num vai dar pra ir no trampo não...
O caso é que havia um homem na minha frente, um pouco frenético, meio estranho. Iniciou seu diálogo:
-Oi.    
Dei uma risadinha que significava, ahã ta bom.
-Esse metrô está muito cheio hoje...não é?
-Sempre está.
-Mas hoje está mais.
-É...
-Menina?
-O que?
-Acho que estou passando mal.
-Ah, Deus, só essa que me falta...Cara, você tá enjoado?
-Sim.
Acho que não são necessárias explicações sobre o que aconteceu a seguir, mas por um milagre eu consegui afastar muitas pessoas abrindo um buraco no meio o vagão. É nessas horas que você entende que as leis da física não se aplicam na vida real pois haviam muitos corpos ocupando o mesmo espaço naquele momento.
A porta abriu. Era a Sé. Momento complicado, todos querendo sair, os que tentaram entrar desistiram, outros já passavam mal só de olhar aquela massa rosa e creme que se estendia pelo vagão. O menino saiu meio zonzo e por mais que eu quisesse não podia deixá-lo ali segundo as leis do metrô (Cada um por si e toma cuidado senão te assalto), por isso levei o litlle vômito pra falar com um daqueles carinhas do metrô que carregam soberbos em seus peitos: “ Embarque com Segurança”....Nunca entendi muito bem o que aquilo significava, mas me interessei muito acerca do concurso para trabalhar naquele local.
-Ele está passando mal...Já passou na verdade...
-Ah, bom, vamos levá-lo para a SSO.
A SSO. Não acredito era a minha chance, finalmente eu ia conhecer aquela sigla misteriosa em seus mínimos detalhes, Service Security Office, a Sala Secreta Oficial, a Só Sai Ordenado, enfim chegou o dia.
-Acho que vou acompanhá-lo.
Conforme as escadas rolantes elevavam-me meu coração batia mais forte. Estava mais perto. Quando chegamos ao piso superior, não me contive, acelerei o passo, fui um pouco mais rápido e quando chegamos em frente....
A SSO era um postinho. Uma salinha de tão pequeno. Era fedido e Sujo. Tinha vários Jovens Cidadãos na frente e alguns uniformes verde fluorescentes, e era azul e tinha em branco três letras grafadas SSO. O pior de tudo. Eu passava lá todos os dias.
Foi neste dia decepcionante que conheci a SSO.

1 de fevereiro de 2011

Uma Outra História

Nossas mentes tão distintas
Às vezes nos fazem brigar.
Nossos jeitos tão estranhos,
Às vezes nos fazem chorar.
De vez em quando, não entendo você.
Somos de outro planeta?
Acho que não.
Toca fundo no coração,
Esse jeito estranho de pensar
Que às vezes me faz parar,
E olhar em volta.
Somos tão diferentes assim?
Bom, acho que esse é o fim.
Não
Espere
Há outra coisa dentro de mim
Que quero expressar.

Pensei que tudo era assim
Uma chatice sem fim
Mas daí olhei em volta
E vi você na porta
Tentando me encarar
Bati a porta com entusiasmo
E depois abri
Disse
Por mais que eu queira não querer
uma coisa que não muda é meu amor
por você.

Sem querer, entrei na sua vida sem você perceber
E de mansinho fui chegando
Te conquistando
E quando te entendi fui crescendo
E aos poucos aprendendo
Que amar
Não é só um sentimento
É uma coisa que vem de dentro
Que a gente esconde
E expõe
Não sei aonde
E se às vezes não te entendo
Deve ser uma parede que me impede
Mas não me peça
Não me peça pra repetir tudo aquilo
                              que você já sabe]
Pois com você
não tenho indagações a fazer
Penso que é tudo que tenho a dizer
Mas não
Digo que amo
Você.

Sim, por mais que eu queira não querer
Uma coisa que não muda
É meu amor por você.

Crônicas do Livro Azul

Mas O Sabão é Pra Quê?

                                                                                                    Para o Toby

"Eu tenho histórias para contar..." a frase que eu sempre quis ouvir das pessoas, que esperavam anciosas minha resposta "E eu tenho ouvidos e tempo para escutar" , no entanto nem tudo é tão simples assim, as pessoas nunca estão dispostas a te contar todas as histórias, mas quem sabe se experiências fragmentadas não são a chave para uma boa história? Vivência? Não, eu diria sorte:

Um desses dias aí, o tempo estava razoável, os passarinhos não cantavam e o amaciante tinha acabado, o sabão líquido também. Pode não parecer, mas amaciante é o que deixa a roupa cheirosinha, nós temos a aceitável mania de achar que sem perfume não há limpeza, um ponto a menos para a polishop, um a mais para veja perfumes da natureza. E o sabão líquido do banheiro, bom, aí já era mania minha mesmo, mas de verdade, água não limpa tudo...solvente universal uma ova: Piadinhas nerds à parte, fui no carinha da esquina seu Zé, pra comprar essas coisas - um pequeno cubículo com prateleiras de ambos os lados repletas de recipientes de plástico. Sempre imaginei como alguém teve a ideia de comercializar essas coisas. O Toby na frente da loja, sempre dormindo, me passa a ideia de vendinha do interior.

-O senhor tem amaciante e sabão líquido?
-Sim, e o sabão é pra quê?
- Oras, pra que deve servir um sabão?
-Estou dizendo que tem vários tipos.
-É pra por no banheiro...
-Então é sabonete líquido...
-O senhhor tem ou não?
-Erva Doce?
-O outro.
-Ok.

A venda era uma bagunça, no fundo, uma bicicleta quebrada, uma mesinha cheia de papéis, funis, latas de atum, um rádio, e uma gaiola de passarinho com dois amarelos, pulando pra lá e pra cá. Sobre a mesa/balcão, dois livros enormes, volumes I e II.

-Hum...Musashi...a história de um Samurai...
-Gosta de ler moça?
-Adoro ler, nunca ouvi falar deste aqui.
-Eu li muito sabe? Leio por baixo uns cem livros por ano. Este começa com uma batalha, o principal está em baixo dos mortos. Mas esse aqui um amigo me emprestou, vou escrever os nomes dos personagens porque são em japonês e não decorei  muito bem. Olha, se você quiser, eu posso te emprestar um livro muito bom, está entre os melhores que eu já li, se bem que aconteceu uma reunião esses dias com vários críticos literários, e eles escolheram os melhores 150 livros do mundo.
-E aí?
-Aí que eu não tinha lido nenhum dos que eles escolheram.
-Como chama o livro que quer me emprestar?
-Jesus nasceu na Índia, já leu?
-Não.
-Trata sobre os mitos do nascimento de Cristo, porque tem um túmulo na Índia com o nome Jesus, mas ninguém tem acesso à ele, é sobre os mitos dele estar na cruz e fazerem algo pra ele entrar em coma e morrer mais rápido, atos de misericórdia sabe?
-Só tinha ouvido a história de terem dado vinagre pra ele e terem achado que estavam maltratando-o quando na verdade era para que ele salivasse e pudesse beber algo, meu professor de química disse isso...
-Você parece ser curiosa, precisa estar preparada pra ler esse livro, ele é forte como aquele filme daquele diretor...
-Paixão de Cristo do Mel Gibson?
-Esse Mesmo.
-Já leu "O Diabo Riu"?
-Pior que já...
-Hum, o senhor tem muitas histórias pra contar né?
-Sim menina, vivendo muito, ou morando do lado de um bar, se ouve muitas histórias.
-Se o senhor gosta de contar estou pronta para ouvir; sempre achei que as maiores lições estavam dentro das pessoas e não em livros, e por mais estranho que seja queria contar todas as histórias...acha isso possível?
-Não sei minha jovem, não sei. Deu R$ 2,40.          

In Boca Al Lupo!

Ehh...Davvero le cose passano nella vita e neanche almeno realizzamo. In questo inizio di anno ha sucesso diverse cose con me, come sempre succedono a gli studenti che escono della scuola e vogliono ingressare nella facoltà; qui a Brasile, le persone cercano da non pagare per questa, facendo una scuola federale o publica come se dice, e c'è uno test anche che si chiama ENEM e puó essere utilizzato per ingressare in un saco di università, mah, come succede tutti i anni, l'ENEM di questo anno ha passato per diversi problemi, sià nella realizzacione del'esame sià con i cadastro di questo voto nella facoltà che lo studente aveva selezionato. E il governanti ancora giocano con noi: Per una decisione giudiziale, il fino dell'inscrizione è stato prorrogato, facendo con che più persone avevano reusciti da fare inscrizione, elevando "il voto di corte" - il necessario per ingressare nella facoltà. Mah, come tutti in questo nostro paese grande di stenzione e piccolo di preocupazione con sua gente, utilizza sempre un modo brasiliano di riuscire a fare qualcosa..Brasile, paese di plenum svolgimento economico, di grandeze naturale, di buon accoglimento dei suoi turisti, ma il paese delle disuguagliance e delle ingiustizie. E per tutti gli studenti che avevano utilizzato il voto di ENEM, dico, anche essendo naturalista: In Boca Al Lupo!, per noi tutti...            

7 de janeiro de 2011

Crônicas da Biblioteca (Parte II)

O Cocuruto

                                                                                                Para a vó Olivia

-Vóoo!!!
-Oi filha!
-Vô tomar banho!
-Mas menina, vê se lava essa cabeça direito, lava bem o cocuruto!
Uma vez, quando eu ainda escrevia redações, minha professora me corrigiu e feio:
-Não é braba, é brava, quem fala braba é só a vozinha lá...
E eu fiquei pensando se a mesma vó que falava que estava braba comigo, me mandava lavar o cocuruto, era quase a mesma coisa, palavras que só se ouve de vó, no começo eu não achava nada, de verdade, nem ficava pensando porque chamava assim, só depois que pensei de fato, que nunca ninguém mais falou aquilo, era uma espécie de regionalismo caseiro, não sei, o caso é que, o cocuruto é a parte mais alta da cabeça, onde tem a risca do cabelo, na verdade, você pode se referir ao alto de uma montanha como o cocuruto de uma montanha, o engraçado foi que algumas pessoas do Rio, que minha vó contava, chamavam-no de cucuruco, e diziam sem vergonha para que suas filhas e filhos lavassem bem direitinho o cucuruco. Minha vó às vezes errava também falava isso, mas devia ser porque naquela época os discos da Elis Regina e da Ângela Maria ainda faziam sucesso, no vinil, e tinha uma música da Ângela Maria que chamava Cucurrucucu, daí, juntando uma coisa com a outra as avós felizes da vida cantavam o cocuruto da Ângela e mandavam a gente ir lavar o cucuruco.

I Do Belive...In Angels??

Façam Suas Apostas

                                                                                               Para o Jack

O caso foi que quando eu era pequena vivia naqueles prédios da vinte e três de maio andando pra lá e pra cá, esperando a hora do almoço ou jogando bey blaide (se alguém não sabe mais o que é isso, por favor, não me diga) Enfim, numa dessas vezes, conheci uma mulher que trabalhava literalmente(e clandestinamente) com jogo do bicho. Era uma lojinha pequena, com uma porta de metal que dava pra um balcão enorme que encobria bem os papeizinhos que ficavam expostos numa caixa.
Começamos a conversar e descobri que a mulher também, bordava, fazia ponto cruz. Numa segunda feira, lá estava eu, aprendendo a fazer ponto cruz (eu sempre gostava de aprender a fazer as coisas, por mais inúteis que pudessem parecer naquela hora).
Um dia, na lição de “como não deixar nó atrás da toalha”, ela me disse:
-Você sabe que meu gato sente a minha falta né?
-Como assim?
-Olha só..- E saiu da lojinha, fingindo que ia embora.
O gato ficou mesmo apavorado e saiu correndo atrás dela.
Primeira coisa estranha do dia.
Depois do costumeiro grito do senhor Paulo, perguntando o que tinha dado, e que aquela altura da coisa, eu já respondia pra ele:
-Gato na cabeça!! – E continuava a aula de bordado como se nada tivesse acontecido, mas naquele mesmo dia, fui tomar um chá na casa dela, que era em cima da loja (a essa altura já tem um monte pensando em pedofilia, é inevitável, eu sei...assista  As Crônicas de Nárnia e tente não pensar nisso) Mas naquela época de verdade, por sorte ou acaso, foi só um chá. E quando entrei no apartamento me deparei com milhões de estátuas de anjos, pequenas, grandes, enfim, muitas...Vendo minha surpresa ela disse:
-Sabe, eu acredito muito em anjos...
-Ah..
-É porque eu já vi um anjo, ele apareceu pra mim...
-Entendi...E você mora aqui com seu gato preto e seu anjos..
-Basicamente sim, estou pensando em me mudar, esse apartamento é muito pequeno, cheio de pêlos de gato...
-Mas o gato...
-Não, o Jack, coitado, não solta muitos pêlos, deve ser pêlo de cachorro...
-A senhora tem um cachorro então?
-Não.
-Bom, acho que está na hora do almoço, volto amanhã pra próxima aula...
Depois daquele dia, de verdade, não sei se foi pelo anjo, pelo gato, quem sabe se foi pelo aprendizado técnico em jogo do bicho, nunca mais vi a mulher. Voltei para o escritório do meu pai e resolvi que brincar de bay blade, só no corredor do escritório, mas eu lembro que antes de nunca mais voltar ao prédio eu dei tchau pra ela: Cachorro, na pata!  



Crônicas da Biblioteca (Parte I)

Então tá, até a próxima.
   
                                      
                                                                                                     Para o Lucas

Outro dia, (ok faz um ano), estava eu estudando na biblioteca (ok faz muito tempo mesmo)...Porque hoje em dia, estudar na biblioteca..há, senta lá neh..mas enfim, estava lá quando fui indagada por um amigo meu (eu estava lendo um livro espírita):
-Mas esse livro aí é espírita?
-É...( não só está escrito porque o autor é um idiota e pois pra enfeitar)...-Odeio quando sou irônica mentalmente, mas isso acontece sempre, não consigo evitar, Taniguchi que me perdoe).
-Ah, aquilo lá de macumba, espírito né?
-Não, não, calma lá, umbanda é uma coisa, kardecismo é outra. Na umbanda, que têm uma filosofia muito legal, apesar de não me agradar, as pessoas recebem as entidades.
-Entidades...
-É...as pessoas que já morreram mesmo, mas que incorporam nos outros e dizem algo para você, como uma doença que você tem, ou uma explicação que você queira, nestes lugares você tem que ser bem seguro do que quer, eu quando vou em um centro espírita quase morro.
-De susto?
-Rss. Não, de  má energias que às vezes rondam o lugar.
-E o espiritismo?
-Esse aí é um estudo só, do Evangelho deles, eles o lêem e tentam entender melhor essa questão, este mundo que eles falam, o segundo plano, não é distante de nós.
-Há, até parece, tem outro mundo que a gente não vê, como vou acreditar nisso aí?
-Bom, segundo os espíritas, toda vez que você sonha e entra em estado alfa, isto é quando você dorme mesmo tranqüilo, você sai do corpo e vai visitar seus afins no Plano Espiritual, e só fica ligado ao corpo por um fino cordão que te liga no corpo carnal, os sonhos seriam as poucas lembranças que você tem do que aconteceu “do lado de lá” entendeu? 
-É...naquelas...difícil de acreditar.
-Não é questão de acreditar ou não, é questão de necessidade, geralmente as pessoas têm medo de falar de que religião são, se esta não é a Católica, alguns são muito fracos para buscar outra alternativa, ou acham mais fácil simplesmente seguir o caminho de seus pais, no entanto a gente tem que buscar o que é melhor para nós, aquilo em que nos sentimos bem.
-É..isso é mesmo.             
-O legal é saber a diferença entre tudo isso, não é ruim saber, não precisa ser adepto só conhecer e respeitar, e deixa eu parar de falar porque toda vez que eu explico essas coisas porque tive a curiosidade de aprender, acham que eu sou a mais louca das religiosas, e só sei, só isso...
-Então tá, até a próxima...


Hoje em dia duas vacas brigam por um boi, naquela época...

Dois bois brigam por uma vaca

                                                                                                   Para o Tio Ginel

-Mas tio, como foi que o senhor ganhou aquele dinheiro na loteria mesmo?
-Ah...mais isso foi há um tempo atrais, nem mi alembro mais...o fato era que eu estudava numa escola, dessas de interior mesmo, chamava Alberto Paivini, nunca me esqueço...e o fato era que tinha lá uns cuzinheiros que sempre me davam um pãozinho de manhã, antes d’eu ir pra escola sabe?
-Assim, do nada?
-Como?
-Davam o pão do nada, sem motivo?
-Ah, não, filha, nesse mundo nada é de graça...eu levava pra eles uns joguinhos do bicho, isso era pra eles apostarem mesmo, aí eu que sabia tudo, sabia di cor todos os números..é...o treze era a borboleta...
-Ah..
-Nunca mi’esqueço disso...e o caso foi que um dia eu tava indo pra lá, e passei na frente de um pasto, sabe que naquela época era tudo assim, só mato, num se via nada nesse mar de terra, e daí que eu vi, dois bois, assim, um de frente pro otro com os chifre mesmo um empurrando pra lá e o outro pra cá, mais, num dei importância pr’aquilo e fui m’imbora...quando eu voltei di lá, o caso foi que os bois continuavam lá, brigando, um di frente pru otro...
-Ficaram lá o dia inteiro?
-Oi?
-O DIA TODO?? SE FICARAM LÁ O DIA TODO?
-Ah...sim, devem de ter ficado...só sei que matutei c’as minhas idéias...bom, mais dois bois brigando, só pode ser por causa d’uma vaca...
-É, tio o senhor tem razão, dois bois só brigam por uma vaca...
-Daí, minha mãe sempre me dava um dinherinho, era...tres mil contosdi reis na época, e eu falei: Hoje eu jogo no bicho! E vai dar vaca, na cabeça! E aí fui lá, joguei meu joguinho, e sabe, quando a gente joga a seco ganha mais, só sei que ganhei mesmo, sozinho...
-E era muito dinheiro?
-Nem mi alembro dereito, mais acho que era um valor que minha mãe usou pra ajudar nas conta de casa...