3 de setembro de 2010

Ensaio Sobre Religião

E que o Eu-lírico emane de todos nós. Amém.
Vamos falar de coisa séria: Religião. O tom é sério mesmo, pois apesar de nunca saber realmente porque, a ânsia por saber mais de tudo sempre deve inundar os corações dos humanos. O único jeito de saber que você é, e o que quer é esse. O saber é a chave para as desgraças que afligem a humanidade, é a porta para que todos vivam melhor é o caminho para a luz eterna e elevação espiritual, a inspiração é o meio de expressar-nos conscientemente. Quero dizer que um dia eu estava lá, quieta no meu cantinho gostoso da janela e comecei a pensar ( apesar de tudo ainda faço isso às vezes) :


E era aula de Literatura. Primeira aula, com a classe na penumbra e os slides iluminando alguns rostos, que lutavam por manterem-se acordados. Claro que lá estava eu, atenta à matéria, sempre fui assim, nunca consegui não prestar atenção à o que um professor estava dizendo; as informações me fascinavam, eu tinha uma ânsia por aprender tudo o que me ensinavam; atitude essa que me taxou de nerd durante toda minha vida escolar. Mas a verdade era que eu gostava do que fazia, e se era aquilo que me foi destinado à fazer eu tinha que fazê-lo da melhor forma possível, porque afinal, era a única coisa que eu precisava fazer por enquanto, então era minha função.

Quando voltei de uma pequena divagação, a professora iniciou seu discurso: Parnasianismo. Comentamos sobre Édipo rei, e chegamos à questão fundamental da aula- fundamental em partes, apenas para explicar o que era ser dionisíaco e apolíneo- e ela lançou a questão no ar: Deus existe?- e alguns responderam um sim vociferado, alegando fé. Outros, bem poucos, disseram que não, pois nunca haviam visto-O.

Se Deus existe? Era uma questão complexa, me fiz várias vezes essa indagação, sobre Ele e sobre Jesus. Me perguntei várias vezes também porque ao citarmos seu nome em um texto utilizamos a letra maiúscula. Quem é esse deus chamado Deus, que tem um substantivo próprio como nome, mas não é alguém real, concreto? Para os mais cultos, uma bengala para àqueles mais simplórios, uma forma abstrata que ajuda os “mortais não-intelectuais” a sobreviver. Cheguei uma vez em minha vida a acreditar nisso; que Deus era uma desculpa para o que não se compreende, porque a humanidade tem essa mania, admito. Com Deus é assim; atribuem à Ele a graça alcançada e O culpam pelas desgraças ocorridas.

E até me proclamei atéia diante de meus pais; Era engraçado dizer isto à outras pessoas, que logo me indagavam: Mas você não acredita em nada?Mas nós temos que acreditar em alguma coisa. E no final descobri que tinham razão; nós humanos somos extremamente fracos diante dos problemas, necessitamos de uma fonte inesgotável de pedidos para nos sentirmos bem; precisamos de uma fonte inesgotável que ouça nossas reclamações, e nada mais correto em direcionar estes sentimentos para alguém sagrado; isso faz com que as pessoas se sintam bem, faz com que elas tenham, independente de onde estejam, um forte seguro, alguém que sempre está de ouvidos abertos.

É estranho como somos fracos; comecei a perceber que todas as vezes que eu precisava, clamava-O, ou pelo menos pedia alguma coisa, isso para alguém que achava que tudo era sorte e ciência, era algo sem nexo.

Por conta disso passei a estudar as religiões, observá-las de perto mesmo. Li o começo da Bíblia, não concordei com nada do que estava escrito lá e quando estudei ao longo dos anos a posição do clero, da Igreja Católica nas aulas de história, passei a repudiar o catolicismo, não os cristãos, nem Cristo, mas os dirigentes, os papas, os sacristãos, este clero que sempre era o primeiro Estado, sempre estava no ápice da pirâmide social; simplesmente a Igreja Católica nunca fez sentido para mim, era mais como uma instituição que promovia idéias, e era só isso que fazia. Claro que eu odeio generalizações, nem todos da igreja são assim, no entanto, ficava decepcionada com as igrejas construídas com aspectos barrocos e pinturas mirabolantes enquanto haviam pessoas do lado de fora da igreja passando fome e sem ter um teto para residir; e isso me cansou, os padres ensinam a palavra de Deus, de que inclusive deveríamos repartir, mas surpreendentemente são raras as vezes que um padre dá abrigo à algum necessitado, ou distribui alimentos; sua caridade restringe-se à palavra, e mesmo sabendo que existem exceções, a critico pelo seu passado repugnante de preconceitos e abusos.

Passei então a me interessar pelo espiritismo, virei uma “anti-umbandista”, respeitadora de suas crenças, mas perplexas com seus costumes.

Fiquei furiosa com aqueles que taxam o espiritismo de macumba; esses inúteis, precários de conhecimento efetuam o tão discutido pré-julgamento e acham que a umbanda é igual ao Kardecismo.

Alan Kardec, kardecismo, essas palavras foram me invadindo. Eu já acreditava em reencarnação, nos espíritos, no perispírito. E para sabedoria de todos, o centro espírita, não é um local obscuro, com velas e incensos. Os kardecistas são alunos dos ensinamentos do Evangelho Segundo o Espiritismo.

Demorou para que eu conseguisse aceitar os fatos de que tudo o que o evangelho diz é verdade, e até hoje não estou muito convencida, nenhuma obra é verdadeira em sua totalidade, veja que estou tentando provar até hoje que água tem gosto, apesar de não conter compostos de carbono; nem a ciência é perfeita, essa aí é a que possui mais falhas. Hoje, no entanto, não tenho dúvidas de que existe a tão discutida “vida após a morte” e reencarnação, isto foi a única explicação que considerei plausível para explicar vários fatos que a ciência não explica como um jovem talento de seis anos que toca piano sem ter tido aulas, ou porque há diferentes níveis de inteligência nas salas de aula, só pode ser o número de vidas pelas quais cada um passou, a bagagem de cada um como gosto de chamar.

Claro que eu não deixei com tudo isso, de acreditar em mim mesma, sendo chata o bastante para citar um Best-seller, deixo que os ensinamentos de “O Segredo” são reais, são coisas óbvias, se qualquer pessoa mentalizar alguma coisa, esta coisa virá, não há dúvida, todos nós possuímos o poder mental necessário para criar um câncer, bem como para destruí-lo. A luta, o esforço e a determinação são extremamente necessários também, não podemos simplesmente esperar sentados que nosso vizinho de cima faça um buraco no chão e acidentalmente sua TV de plasma caia em nosso sofá. O poder de nossa mente é incrível.

Todas as religiões, no entanto, ou as filosofias possuem sua parcela de razão. A Seicho-No- Ie, acredita basicamente na força do pensamento positivo; pode até parecer clichê, mas é incrível quanta força há em nossas palavras, os ensinamentos dessa filosofia são maravilhosos, nos mostram que somos para o universo, seres de ação e reação e tudo aquilo que jogarmos no universo, um dia, retorna. Mostra-nos que devemos ser reais em nossas atitudes para que deixemos transparecer nosso Eu verdadeiro, nossa Imagem Verdadeira, ou seja, devemos tratar de expressarmo-nos o mais verdadeiramente possível para que de nós emane uma atmosfera calma e que atrai as pessoas; uma pessoa que se exclui e não busca construir amizades, nem passa por provas de caráter e de vida , como obstáculos, nunca descobrirá realmente qual sua verdadeira missão neste mundo terreno.

Ambas as Doutrinas, o kardecismo e a Seicho se aproximam no que diz respeito ao tratar bem os semelhantes, construir uma vida equilibrada, no entanto a primeira preza mais o estudar da filosofia, o compreender para transcender e evoluir, enquanto que a segunda preza mais a repetição daquilo que se quer atingir, o pensar que determinada coisa já está realizada no Plano Espiritual.

Voltaremos a falar disso, não se preocupe..Ah, se você gostou, opinalá em baixo e comentaê!! F G of Sake!

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